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Olhos missais

Olhos missais

 

Noite apresta,
em cada sombra sua,uma descuidada aresta.
Uma assimetria,pela natureza de trenas serenas.
A Lua,apenas com um olhar em desponte;
como uma messalina de ressábios em uma esquina;
de um caprichado espiar em fronte.
O vento,passa como vultos pelas flores e árvores da calçada,
o cárdio agora,...em risada;
a espinha...,ainda gelada.



Não há,as refrações das luzes de carros,
pois,não há escarros de seus motores e nem a presença em sarjetas de seus genitores.
O silêncio de um etéreo cemitério.
Nobre taciturno em brumo.

Aumento a passada e troco de passadiço.
Em orais...,ao sentir-me em estranho feitiço;
em refletidos e estranhos olhos missais.
O rápido andar e a brisa gélida,me ofertam escorres nasais.
Ao atento de minha pessoa a um muro alto,lá estás ele;
O Homem-Mariposa.
O meu eu parado no meio do asfalto,em pensar vele.



Seus olhos vermelhos, acostara-me em rogo joelhos.
Ao me levantar,para a realidade e ao destino questionar;
...ele se pusera a voar.
Cristados segundos contidos,
ás leis da realidade,infringidos.
Em fatos paralelos sortidos,

 Imergidos.

 

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