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O habitat da bailarina

O habitat da bailarina

Imagine uma bailarina.

Um campo aberto,

Grama verde,

Pés descalços.

Lá ela escolheu para dançar.

Extremidades do corpo sentidas.

Cada alongamento alinhado,

Cada articulação percebida.

E ela dança,

Regozija-se.

Olhos fechados,

Entrega-se,

Goza seu domínio estrutural.

Percebe-se.

 

O som do vento presente

Mistura-se com os açoites

Dos braços e pernas no ar.

Ela vibra essa interação.

Saltita entre as memórias

Fragmentadas no tempo.

Em cada lembrança

Sente uma parte do seu todo.

Entre tombos e recomeços

Aprendeu a sentir-se completa.

Ela conseguiu.

Deixou de ser estilhaços,

Tornou-se seu melhor habitat.

Percebeu-se.

EternizArte
Gabriela Lopes
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Graduada em Direito pela faculdade UNIPAC, Campus de Teófilo Otoni. Membro da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes- Acadêmica Nacional De Grande Honra/ Cadeira nº55.Membro correspondente da Academia de Letras Teófilo Otoni

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