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O Funeral De Uma Fada (Shankael,O Repouso Das Asas)

O Funeral De Uma Fada
(Shankael,O Repouso Das Asas)


Todos vieram.


Gnomos(as),Elfos(as),Magos(as),Feiticeiros(as),alquimistas,seres da florestas -dos quais ,Shankael ,sempre ajudou ou guiou.
Embaixo de uma linda árvore centenária,esculpida pelo tempo (*enquanto crescia e se tornava diferente de todas semelhantes à sua espécie,como se a natureza lhe desse uma atenção especial)seria o local para o descanso de  Shankael.

Shankael,fora uma fada de um esplêndido tom azul,asas maiores que sua altura e dimensão corpórea.Deixava um lindo rastro anil ,quando se deslocava pela imensa e verde floresta .
Em um caixão de cristal,maior que o recomendado para um pequeno corpo de fada,cintilava o azul,vindo do inerte e sereno deitar de Shankael.

Como poderia após"seu partir",ainda emitir uma luminosidade vívida?


Dentre todos os comentários dos presentes,esse,era o maior dos burburinhos.


"Sua Luz", oscilava em certos momentos.


Era, até maior que a principal das indagações,qual mago, faria a cerimônia da quebra da varinha.
Quando uma fada deixa o plano carnal,um mago de conhecimento avançado;reconhecido pelos seus atos de altruísmo e de guia espiritual para todos,sem distinção de espécies ou crenças,deve quebrar a varinha em um ato cerimonial.

Para estar qualificado para essa distinta e honrosa tarefa,a varinha tida como inquebrável em mãos alheias,deve aceitar seu rompimento em respeito a um sábio mago.
Uma aceitação ,a magos que transcendem o conhecimento espiritual.
Guífeu,que não estava presente até o dado momento,além de ser o mais aguardado por todos,talvez ,tivesse esse poder..


Era o que todos acreditavam.


Os que já haviam visto a bela fada ruiva,de pele e vestido azul,prestado seus pêsames com seu passar ao lado do caixão de cristal,que permaneciam agora mais ao fundo do aglomerado ,comentavam um outro assunto.

-Como ela morreu afinal?;disse um gnomo jovem.

O mais idoso dentre eles responde:
-Foi uma luta contra o temido e malévolo "SINIFRUS",rei da FLORESTA DE LAVA,que detém o poder da foice de fogo.


Alguns próximos a essa conversa,começam a tremer e esfregarem seus amuletos da sorte.
Pobre Shankael;dizem todos ao mesmo tempo

Espere...diz um gnomo.
-Como pode haver uma floresta de lava?
-E Por que ele não pegou a varinha de Shankael?

O mesmo idoso que respondera antes,vira-se ao indagador e responde:
-Você não conhece muito bem a história,não é mesmo?


-Pois bem;a floresta de lava,é um rio de lava vindo do vulcão"Thasvashj",nesse rio,há pequenas ilhas de pedras com árvores magníficas e esplendorosas,das quais ,existem somente lá;

.....há inúmeras dessas árvores e dessas pequenas ilhas,uma perto da outra,por isso; é possível cavalgar nesse local...Mas em alguns pontos,não,somente para quem possa voar ou tem uma "SAÍDA" inteligente para seu atravessar.

-Quanto à varinha,"ela" ,não aceita o segurar de nenhum outro ser,a não ser que seja um mago de coração puro.Entendeu?


Obrigado SENHOR;respondeu o jovem e curioso contestador.

E QUEM IRÁ VINGÁ-LA?Gritou uma jovem alquimista
Nesse questionamento,ouve-se aplausos.

-VAMOS TODOS MANTER A CALMA!!disse o velho gnomo que presidia as dúvidas.


TODOS ,que estavam próximos ao caixão de cristal,prestando seu respeito,voltam seus olhares para o fundo aonde estava acontecendo essa pequena revolta.

Eu peço a TODOS,CALMA;disse Guífeu,o mago que chegara de repente.O mago, tão aguardado e respeitado por Todos.


Caminhando devagar com seu cetro,sua Áurea verde que era visível a qualquer um,diz:
-Aqui,não é lugar para revoltas.Estamos todos indignados,porém,esse não é o momento.

Todos se calam!!

Guífeu, caminha entre a pequena multidão e se posiciona ao lado do caixão de cristal,de frente para todos.
Lembra, o motivo de todos os presentes alí e,relembra ,ás suas passagens ao lado de Shankael.
Um discurso emotivo e verdadeiro.
Muitos,não contêm suas emoções.

 É chegada a hora do ritual,da quebra da varinha.


Guífeu,pronuncia algumas palavras mágicas em uma língua desconhecida por todos.Somente Magos equiparados a ele,compreenderiam.
A varinha é quebrada,no momento que as metades viram cinza em suas mãos,uma luz tão intensa,tão intensa,produz uma cegueira temporária aos presentes.
A luz que saíra em feixes ,escolhera algumas das fadas presentes, para se estabelecer .Uma fada ali,não tinha o mérito para recebê-la sozinha.O poder, se dividiu e,escolhera algumas.
A claridade oscilante que vinha de Shankael,apaga-se por completo.

As fadas presentes,escolhidas pela luz,são encarregadas por Guífeu, para o enterrar.
Após o cobrir do cristal,ataúde com o corpo de Shankael,a árvore do qual Shankael descansará,cresce e multiplica seus galhos.
Um fruto desconhecido nasce.Azul e semelhante a uma maçã


Desse final de tarde,a floresta de Thorhoff,jamais esquecerá.

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