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No espelho de Cecília

No espelho de Cecília

Algum passo e eu me acho.

Em que luz deixei meu escuro?

Que olho míope turvará meu óbvio?

Eu sou um espelho que reflete por medo.

Subo ao cume de mim.

Sei que nunca se pode enxergar um espelho!

Pois aquilo que vejo é o alguém que se procura.

Subo ao cúmulo de mim e sou a fundura

De algum homem no meu reflexo.

Temo

E te amo.

A agulha faz ziguezagues nos lábios

E dentro deles há o tempo.

O tempo é um pó de estrelas que ecoa

No azul-celeste da boca.

Silêncio, meu Deus! Meus dedos tocam no vidro.

Eu sou o homem, o medo, e o espelho

Em que deixarei um rosto antigo.

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