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NEM...

 

Nem tanto sente o vento

O balouçar dos galhos azougados,

Espirra força para todos os lados

E, perante as sombras, é unguento.

 

Nem sempre percebe a brisa

Que é néctar sobre os orvalhos,

Sopra, amiúde, verdores imaginários

Sobre os campos onde o amor se eterniza.

 

Nem se nota que a tempestade chora

Diante dum tempo que esquece as horas

Embalsamadas nas vitrines da atmosfera.

 

Nem se vê nas angústias, o idílio...

É a agonia que produz o sêmen do lírio

Que se espalha, que se sente, que se espera!

 

Poesia/Concurso/EternizArte

 

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