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Não há perdão que pague

Não há perdão que pague

 

A hora já nos mandou embora,

Embora ficar seja a gloria

Pra quem desde menino

Aguarda ficar abundado

E ser lembrado

que este festejo é pra

ser comemorado.

 

E mesmo que em casa,

Alguém queira saber por onde tu anda,

Tu ponderas que quem te espera

deseja que estejas bem.

Que mal tem?

 

A música seduz a estender noite afora

Sorriso de quem adora

Abraços não ficam de fora

Tem beijos que estralam

Camisa, mancha e farra.

Rebola quem descola

Do lado de dentro não demora.

E ninguém pensa em ir embora.

 

Os números gritam que ta na hora

Teus olhos se fecham e não dão bola.

A letra lhe diz que:

“Amanhã é pra quem não sabe viver o hoje”.

 

O copo entorna e volta

A boca sorri e solta

Palavras de: hoje eu vou viver.

A culpa não lhe apavora.

Coragem de quem sabe o que diz.

Por fim, os passos tropeçam na fala.

O rumo pra casa é que falha

Sorriso nervoso na cara.

A bebida então não sara

 

A porta a chave recusa

A mulher na frente é bruta

Olha praquele pobre diabo

Implorando seu novo pecado

Desta vez não teve culpado.

 

Agora ela se faz de ofendida

Na cara a palavra escarra

Seus dias terminam na farra

Vá se embora nem que seja na marra.

Não há perdão que pague

 

A gandaia e quase um irmão

Não aprendem a viver na razão

Se cerca de gente sem noção

Agora vai perambular na solidão.

 

 

Autor Mário Déggas de Souza

 

 

 

 

 

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