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Muda mudança, muda!

Muda mudança, muda!

Muda mudança...

Que tece em silêncio,

Tece com linhas finas

Sincera lembrança,

Um tecido imenso

Que carrega rasgos,

Que com teus afagos

Nem o tempo alcança!

 

Muda mudança...

O teu caminho

De lentos passos

Emaranhado de percalços,

Cria calos, cria rugas

E se olho para trás...

Teus resultados se desvelam

Discretamente assaz!

 

Muda mudança!

Anda contigo um sentido

Que aflora a saudade,

Imanente ao ser que sente

Já não ter a mesma idade!

Vês que fase reluzente

É a da muda ou semente

Que já é agora árvore...

 

Muda, mudança!

Embranquece aqueles fios...

Vês que tudo é vaidade!

Vês que tantos desafios

Transpassados, enfrentados...

Dança agora o passado

De quem há um tempo

Não desejava mudança.



Muda, mudança!

Muda a última flor do Lácio

Que desabrocha e perfuma

E ao perfumar, mais avança!

Quem a cultiva que assuma

Suas pétalas nascentes,

Que são seus ‘presentes’

De híbrida esperança.

Muda mudança, muda!

 

Lucas Costa.

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