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Mitológica

Mitológica

Sua boca sensual

comprimia-se num murmúrio

extremamente carnal,

que pouco a pouco excitava

a imaginação daqueles

para quem ela cantava.

 

Seu canto de sereia,

dama dos mares,

fundia-se aos sons do oceano,

que na branca areia

quebrava suave.

 

Então, silenciosamente, em súplicas,

guarda o ardente fulgor.

Mas, por Ulisses não é ouvida!

Fazendo-a esquecer a beleza da vida.

E, sem vida,

sentir a tristeza da sua solidão.

 

Deixando de lado o seu véu,

o céu de estrelas,

e deslizando, mansamente,

sobre as plácidas águas do luar,

perde-se no horizonte,

fundindo-se,

confundindo-se com o firmamento...

 

Desculpem-me a liberdade poética “ao tocar”, levemente, na obra “Odisseia” de Homero, quando narra a aventura de Odisseu (ou Ulisses no mito romano) com as sereias na sua volta para casa. Para evitar ser atraído pelos cantos das sereias, Odisseu tapa os ouvidos com cera.

#Poesia #Concurso #Eternizarte

EternizArte
Helio Valim
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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