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MIASMAS

MIASMAS

MIASMAS

Os eflúvios noturnos d'ares sujos,
Oriundos de cloaca mal cheirosa,
S'espalham pela noite tormentosa
No visco de nojentos caramujos.

A tasca nauseabunda dos marujos.
Empesteia a ribeira onde andrajosa
Alguma sifilítica 'inda goza
Outro cancroso amor co'os ditos cujos.

O zunido voraz dos pernilongos
Lhes ressoa à cabeça em hora vária
Ao banzo de lembrar distantes Congos...

Maus ares: Mosquitada temerária
Que traz de longe por tumbeiros longos,
Febre amarela, dengue e até malária.

Betim - 29 03 1994

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Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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