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MARTÍRIOS

MARTÍRIOS

MARTÍRIOS  
 
Mil vidas eu tivesse, mil daria!...
Viver por um amor que acolhe e cuida,
A despeito de quanto ao redor ruida
A multidão raivosa em boataria.

Mil mortes se sofresse, eu sofreria
Na fé de que a memória seja fluida 
E segredasse os factos que descuida 
Ao esquecer do que nunca falaria.

Confesso que vivi -- parafraseando
Outro poeta que amou e que viveu
Passando por martírios quando em quando --

Dizei de mim: D'amor ele morreu...
Morro, porém, mil vezes duvidando
D'alguém que tenha amado mais do que eu.  
 
Betim – 20 10 1996  
 
 

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Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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