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Mais uma sobre aves

Mais uma sobre aves

Na calada da noite ouvi teu canto.
Tu não me ouviste,eu não existia para ti
eras pífio,insignificante,indiferente.
Tu eras linda,melodia,vida,desejo. 
Me habituei à sua presença,
acostumei à teus cantares,
viciei em tua melodia.
À espera das noites de pura ânsia
os dias não faziam mais sentidos.
Precisava!
Não viveria sem sua toada 
necessitava tê-la em mãos,
queri'a para mim,sem outros.
Morria de ciúmes e ódio ao pensar 
em doutros ouvindo lhe 
não suportava mais dividir.

Fiz a arapuca para seduzi lá
da armadilha perfeita a surpreendi.
Cacei te ,domei te 
prendi'a numa gaiola na sala 
pendurei num prego à mágoas 
para todos verem 
clamava exibir te como relicário .
Solta canta'vas,presa,chorás,
alimentei dei de beber 
esperei de ti a mais bela música.
E nada...
Ajoelhei,gritei,implorei,ralhei sofri.
E nada..
Nem um pio teves coragem de me (ofertar.
Nem um lampejo de canto me fez,
nem uma lástima de caridade 
me cativaste,
perdi,sofri,desesperei 
dependia de ti para viver
como um senhor depende de seu (escravo, 
como um burguês do proletário, 
eras o pilar de minha existência.
E nada..
Nós seres humanos somos (pertinentes,
Por ora horríveis.
Pensei em matar 
sem triunfo,sem vitória
seria uma covardia não uma dádiva.
E nada..
pensei em matar me.
E nada...

Na suplica displicente 
não havia outro caminho se não soltar te. 
Adeus minha ave! 
Adeus minha soprano!
Segue tua vida de liberdade e alegria 
pois sem ti fico eu só no silêncio de (outrora 
por último desejo só quero que cantes
antes de sair.

Como quem entendeste
meus dizeres ao cair da noite 
agora solta ralhou seu peito,
encheu seus pulmões 
da forma nunca vista de tal beleza 
E se foi...E se foi...
 

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