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KIZOMBEIRA DA RAÇA

KIZOMBEIRA DA RAÇA

Sou afrodescendente. Sou negra! Qual é? Sou negra de sorte!

Meus cabelos revoltos da cor do grafite, beleza da cor.

Já fui renegada. A dor da chibata já marcou demais.

Em lamentos de dor meu povo gemeu derramou muito sangue,

Nunca mais Ku Klux Klan! Vem Luther King lutar pela paz!

Apartheid jamais! Salve Desmond Tutu! Viva  Mandela!  

Sou livre e capaz! Tenho a força tenaz! Orgulho demais!

Ecoou as kizombadas na festa da raça ao som do tambor.

Eu sou da kizomba e da capoeira jogada que gira o corpo,

Que chuta bem alto com o canto de fé ao som do atabaque.

No ritmo do afoxé, do agogô eu sambo meu samba na ponta do pé.

De saia rodada, penduricalhos nos pulsos e canelas a chocalhar,

De pés descalços na areia da praia vou levar flores pra Dandalunda.

Com meu traje branco no candomblé só peço axé pros meus orixás,

Minha mãe é Oxum e meu pai é Ogum a força da fé.

Eu como abará e acarajé com dendê. Feijoada rapaz! Com pimenta é demais!!

É dia de festa da nossa cultura com sol ou com lua, vale até  chuva.

Povo afrodescendente formando um arco-íris bonito demais!

A minha mãe África está bem aqui! Vem pra cá  kizombar!

Deixa de dengo! Vem pro batuque ganhar cafuné.

Sou da KIZOMBA!!! Sou  AFROBRASIL!!!!

 

 

EternizArte
PETRONILHA ALICE ALMEIDA  MEIRELLES
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PROFESSORA MESTRE E LÍNGUA PORTUGUESA, LINGUISTA, PSICOPEDAGOGA, ESCRITORA DE LITERATURA INFANTIL E POETISA.

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