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GUARDA-CORPOS

GUARDA-CORPOS

GUARDA-CORPOS

Se das alturas formos cair d'amores,
Como dois corpos beira ao precipício,
Volvamos ao terraço do edifício,
Quando o poente suspira seus primores.

Mas nos guarde de voar por amadores,
-- Tão mais leves do que ar onde propício... --
Os limites do chão, cujo artifício
Nos proíbe os desvãos dos arredores.

Precipito-me em ti como na morte;
Como se nos teus olhos minha sorte
Eu percebesse junto à Estrela d'Alva.

Ali, guarda teu corpo ao corpo meu.
Enquanto debruçados contra o céu,
Não mais que um centímetro nos salva...!

Belo Horizonte - 07 07 1994

EternizArte
Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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