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Eu vivo no limite

Eu vivo no limite

Eu vivo no limite

Da transição do claro

Até o mais sólido escuro

Do amor incondicional

Ao desafeto calculado

Da indignação naturalística

Até o mais extremo desvario.

 

Eu vivo no limite

Da tolerância mais benigna

Até a verve irascível

E tênue do revolucionário.

 

Mas quando a tenra superfície das águas

Acena com a paz de todos os sentidos

Quando a terra fresca e tépida

Massageia a sola dos meus pés desgastados

Quando a grama macia e aveludada

Dispersa seu cheiro adocicado e inebriante

As fronteiras da bipolaridade estremecem

A consciência paira tranquila e imune

às transformações

A atmosfera cálida e serena reduz

a pó todos os conflitos.

EternizArte
José Jorge Pantoja Coelho
José Jorge Pantoja Coelho Seguir

Resido em Brasília desde 2001. Produzo música, aquarelas, fotografias e um pouco de literatura. Parafraseando a pesquisadora Maryanne Wolf, se quisermos preservar uma consciência coletiva, em tempos de obscuridade, precisamos garantir o acesso à Arte

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