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Estrelas mortas são anjos embriagados caindo do céu pra encontrar sua casa.

Estrelas mortas são anjos embriagados caindo do céu pra encontrar sua casa.

Estrelas mortas são anjos embriagados caindo do céu pra encontrar sua casa.
Entrar pela tua porta
e beijar teus lábios, 
cor de amora.

Infinito ver o céu dessa forma.
Penso que belo deveria ser teus suspiros
de madrugada 
com aquele sol nascendo
da sua cama.

Mas as estrelas cadentes passam,
passei por você, pela sua visão,
um milhão de vezes consecutivas
e não notou.

A poeira espacial passa despercebida no vácuo,
ainda tento ser maior do que qualquer planeta
que você possa ver.

Me afundaria confortavelmente no espaço do teu colo,
ainda tenho alma de criança
e sei me apegar fácil.

Me afundaria no copo que bebo,
com a desculpa de esquecer quem fui um dia.

O que era bom 
a gente não deixava escapar pelos braços,
muito menos esquecia.

Se teu corpo fosse o céu,
inundaria as caixas d'água com pedaços de nuvem,
pra cair pelo chuveiro o teu toque.

Fingiria ter asas pra te ver mais de perto, mas, 
pelas suas contas "binárias" e "complexas":
 - “A gente não dá certo”.

Como eu amo dizer
que você estava errada...
todo o maldito tempo.

Cada vez que você abriu a boca pra falar:
 - "não quero mais te ver",
meu mundo parou...
Estacionou vários pernoites no sereno,
tomando o orvalho no seio da madrugada.

Quero poder tirar da cabeça
a ideia de te querer bem aqui, do meu lado.
Mas troquei isso por um bom scotch gelado.

Qualquer frase doce que me falava, iludia,
me destruindo em todos os pedaços possíveis,
restando apenas a sobra
desse velho rapaz troglodita.

A pior covardia que existia:
mostrar sinais de afeto
que nem se quer sentia.

Demonstrar o que não era real pra ti,
levar pra frente a bagagem de poder 
te sentir, te ver, te dominar em meu canto.
E cantar pra você tudo o que um dia nunca tive coragem de falar.
Falei,
disse que eu não era casual
agora me tornei distante,
insensível e informal.

Um ridículo completo
com tudo pra complementar.
De toda sua forma não-linear,
torta e boçal.

Um coquetel amargo de erros
que nenhum comprimido
poderia aliviar,
que nenhum riso era capaz de curar.

Seja no espaço, na terra ou no mar,
com os sinos tocando,
um peito quebrado não volta ao normal
conhecendo alguém que não sabe
admirá-lo.

Não podar as tuas veias, teus brotos
e sonhos com uma tesoura sem fio e enferrujada.
E não acredite em qualquer esperança expressada 
pelos demônios
em forma de anjo
que vão dormir de madrugada.


 

 - Hudson Henrique.
Da obra: Todas as músicas que eu nunca cantei, disponível no Amazon Kindle.
https://linktr.ee/hudsonhenrique

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Hudson Henrique.
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Hudson Henrique. Escritor e compositor brasileiro. Ganhador do primeiro concurso EternizArte, com o poema "Assoprando dentes-de-leão contra a tempestade". Site oficial: www.hudsonoficial.com Aonde me encontrar: https://linktr.ee/hudsonhenrique

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