[ editar artigo]

Escrever

Escrever

As palavras que falo e escrevo
podem ser jogadas no esquecimento,
ou perdidas no sussurro do vento.
Não importa ter a escrita bonita,
melhor é ser abraço,
ser beijo e ser toque na pele.
Escolho não ser apenas palavras,
um verso riscado,
um recado
escrito num bilhete amassado.

Sou presença,
meu amor é muito mais que letras,
não pode no papel ser rasgado,
nem na mensagem do celular apagado.
Não sou uma mera oração,
sou imperfeito e torto,
sem métrica e sem mensuração.
As palavras precisam de interpretação,
a minha presença não.
 

EternizArte
Carlos R.
Carlos R. Seguir

Servidor público, nascido e morador de Brasília/DF, 52 anos, formado em e Educação Artística pela UnB, autor do livro de poesias Sentimentalidades pela Editora Viseu, fotógrafo e desenhista. Escrevo poesias desde 2012.

Ler conteúdo completo
Indicados para você