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ELIS - poema

ELIS - poema

A vida começou como um sonho pequenino.

Lembro, fotografada pelos meus olhos de menino.

Como um retrato em preto e branco que havia

Numa lembrança que me chama, de noite e de dia,

Trazendo saudades daquela infância sabor de anis,

Que ficou marcada, embalada ao som de Elis

 

Porém, cada infância tem uma lacuna, uma cadeira vazia.

Uma saudade ainda maior, a qualquer hora, a qualquer dia.

Aquele abraço, aquelas palavras... Nunca mais.

É triste perder alguém como nossos pais.

Buscar forças e consolo, então, foi o que fiz.

E tudo eu encontrei, embalado ao som de Elis.

 

Num caminho de altos e baixos, limites para superar.

Só Deus é quem sabe. Nunca será como antes, ou será?

E como um suave murmúrio, eis que ela surgiu: essa mulher.

Amante amiga, verdadeira companheira para o que der e vier.

E assim, o amor plantou em mim a sua raiz,

Que me tomou e me satisfez, embalado ao som de Elis.

 

Tento fazer as coisas que gosto, achar a felicidade,

Brigar pela justiça, disseminar a igualdade...

Viver intensamente, mas deixando a minha herança;

Redescobrir o prazer em de novo ser criança,

Orgulhoso e realizado com a melhor obra que já fiz.

Para, enfim, chamar-te você, querida filha, de Elis.

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