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Duna

Duna

Surge onde não há nada,
move-se em lenta dança.
Tem a seus pés o mar e acima de si
um céu que assusta.

Aliada do vento espalha as cidades,
beleza divina em natureza injusta.
Desconhece leis, ignora os homens,
brinca com as formas e as realidades.

Não permite vida que não seja a sua,
não divide cores na areia crua.
Quando chega a noite é fria e compassiva,
mas durante o dia queima feito brasa.

Alma nordestina, árido Atacama.
Fúria infinita, subsaariana.
Sonhos de poder em ser inconsciente,
filha do Criador é fêmea impaciente.

No quarto planeta
mora abaixo dos sóis,
solitária sombra, éfigie de Deus.
Em Terra de Santa Cruz repousa em azuis lençóis, no velho testamento abrigo de judeus.

Quando se divide permanece uma,
Quando mais pesada ainda assim é pluma,
Quando está parada a vida continua,
Rainha da alvorada, itinerante Duna.


 

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