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Dança do tempo

aqueles braços balançam sem cessar
arrastando tudo que na volta há
sem parar ou alterar
para trás não ousa voltar
cada movimento leva consigo minha jovialidade, ouço o tic tac
a incessante dança dos ponteiros
a queda da areia
o andar do sol
cachoeira do tempo
levando almas ao tormento
pêndulo vai
pêndulo vem
ceifando os dias
traz e leva a vida de alguém
o tic tac é valsa, balé
passos cronológicos
novelo infinito
o capricho de um titã aflito
preso por correntes
ninguém ouve seus gritos.

 

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