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CIRCUITO

Portas se fecharam...

Tanta reincidência no reinado

Muitas bocas se nervando

Tantos calos nos calaram;

 

A vida, é um mistério

E viver, é um complexo que desperto

Nas profundezas de melhor sonhar

Vendo esta sociedade feliz;

 

E enquanto os votos não chegam

Meia caneca de nervos bebemos

Sem petiscos petiscamos

E sem amor nos amamos

 

E o círculo é só um...

E no circuito morre mais um...

Um por fome

E outro rindo de tanto podre...

 

A gente sendo amada pela pobreza

Há pobres... bolsos repletos

De tristeza e amargura

De marasmo e melancolia...

 

Enquanto isto

Outro lado se vai sorrindo

De tantas facadas 

Que'ste país já levou;

 

Vivemos sem viver

Sobrevivemos...

Talvez só Deus nos pode socorrer

Mas gentes se'stão passando...

 

Abútres não comem carne perpetuamente

 Haverá tempos que morrerão

E terra como nós também comerão

As paredes de suas casas permanentes;(...)

EternizArte
António Andrade
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EU SOU O QUE SOU QUANDO SOU O QUE SOU... Autor/escritor/poeta e declamador

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