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CASULO

CASULO

O meu casulo é como um ventre:

Lar, descanso, refúgio, parada.

Não há dor ou maldade que entre.

Tranquilo, seguro, minha morada.

 

E, feito uma borboleta, sinto-me em formação.

Cada som, cada odor, parece me chamar.

Aguça meus sentidos, minha imaginação...

Desperta em mim o desejo de voar.

 

Mas minhas asas são delicadas e pequenas

E meu voo é rasante e bem curto.

Mesmo sendo eu consciente e serena,

A minha vontade é apenas um surto.

 

Porque os cordões ainda estão amarrados.

Nas teias emboladas e grudentas me prendo.

Meus planos e sonhos, abandonados.

Levados pela correnteza a qual me rendo.

 

 

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