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Carta

Carta

 

As palavras que deixei

codificadas naquele caderno

em forma de arte sem arte

 

Se a arte for rabiscos e olhos e mãos tortas,

então deixei a arte codificada naquele caderno.

Quando o ar perder contra a vontade do corpo de

permanecer em pé com vida.

 

Peço que recolha-o e dentro dos bagulhos que guardei.

folhei-o lentamente.

Desvende o que eu quis dizer.

Pois a arte sempre fala alguma coisa.

 

Haverá contos engraçados, desabafos confusos,

Nomes que você nunca me ouviu dizer.

Rascunhos de novos livros. Poemas que nunca mostrei a ninguém.

 

E uma carta.

A primeira e talvez a única carta que escreverei.

E nela em uma letra cheia de floreios, pois minhas letras são de muitas formas.

estará escrito a seguinte linha:

" Eu... sempre me amarei por ter amado você."

Não ria, não sou talentosa como o espetacular Adão de Mark Twain.

Quem dera fosse.

Teria te arrancado lágrimas infinitas.

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Bianca Blauth
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Alguém cujo jardim ainda está florescendo.

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