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Braços aberto

Braços aberto

 

Braços abertos, corpo ereto e pulo no infinito. Nesse momento não estou pensando em nada, estou livre. Sentir o vento no rosto, confiar que estou no melhor lugar e somente ficar. Existem muitos como eu neste momento, querendo voar, querendo ser, encontrar-se. Somos iguais, mas buscamos coisas diferentes. O mais legal é que vamos ajudar o voo um do outro. Não há competição, é tudo leve. Aqui só existe o sentir, experienciar. Mas antes desse momento ter chegado, precisei trilhar caminhos que me levaram a lugar nenhum. Machuquei meus pés em espinhos e pedras. Me perdi. Senti frio, fome, sede. Pessoas com máscaras se apresentaram e quiseram ficar comigo por uma parte do caminho. Não me opus. Ganhei um coração partido pelos momentos vividos. Muitas vezes vi o céu escuro com nuvens que me impediam de ver além. Tive que aprender a dizer adeus. Nunca é fácil dizer adeus. Mas todas as vezes que fiz consegui alcançar mais o céu. Nesse novo caminho conheci novas pessoas, amizades, amores. Pude me entregar! Confiar que tudo ficaria bem. E assim é a vida, uma dança, um voo, uma chama. Por olhar demais para o céu virei um passarinho.

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Cíntia Alves de Rezende
Cíntia Alves de Rezende Seguir

Tenho 32 anos, sou mineira. Sou apaixonada por livros, música, escrever poemas, animes. Sou uma pessoa bastante comunicativa que gosta de fazer conexões.

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