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Às margens de linhas tortas

Às margens de linhas tortas

Não sei onde foi que me perdi

nem por que meus olhos resolveram pousar longe

quando foi que me distraí

e me peguei escrevendo e vivendo

nas margens de linhas tortas

cortejando o equilíbrio e a insanidade

fugindo de qualquer forma de correção

sigo tentando ser fluxo

dançando a fuga

para que não me descubram

que não me peguem

que não me apaguem

e nem me enquadrem

e se minhas pernas falharem

e todos os esforços não forem suficientes

que ainda assim não me calem

que minhas palavras sejam corpo para minha alma

e voem

EternizArte
Amanda Leal
Amanda Leal Seguir

Artista híbrida: atriz, performer, poeta e produtora. Escreve poesias desde os 11 anos, quando nem se imaginava artista, mas já acreditava no poder transformador da arte.

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