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Apenas miragem

Apenas miragem

O barco, ao largo, distante,

furtivamente, perdia-se no horizonte,

que naquele instante

encontrava-se sereno como monge.

 

No cais do real,

solitária, a meiga menina

procurava caminho ou sina,

percorrendo a praia do seu destino.

 

O barco, agora apenas miragem,

que a jovem morena

admirava com o resto da paisagem.

 

Esquecendo que em seu convés,

para o alto-mar, arrastou consigo,

o antigo amor, agora esquecido…

 

Em 1981, quando eu tinha 22 anos, este poema recebeu o nome de "Partida". Hoje creio que "Apenas miragem" explica melhor o sentido poético do texto.

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Helio Valim
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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