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ABORTO

ABORTO


Um oco surge no meu íntimo,
Vazia, penso em ti enlouquecida,
Você invadiu meu ser já tão fragilizado,
É noite, no vazio da minha cama, 
Quero te abortar,
Mas mesmo que eu grite de dor,
Não consigo,
Os desejos me invadem,
Transbordam,
Olho no vazio e tua imagem aparece,
Nua, quente, verdadeira,
Mas quando fixo os olhos desaparece,
Sou escrava, me açoita em sonhos,
Seu chicote é poderoso,
Deixa marcas no meu corpo branco,
Quero fugir dos meus pensamentos pecaminosos,
Quero apagar o teu retrato que me alucina,
Quero deletá-lo dos meus sonhos eróticos,
Tudo em vão,
Mansamente entrou na minha vida,
Como um furacão  fiquei entorpecida de amor,
O que fazer agora??
Esperar que não voltes em cavalo alado,
Ou que calcifique dentro de mim,
Como um feto que não consegui abortar...

Petronilha Alice Meirelles
01/05/2016

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PETRONILHA ALICE ALMEIDA  MEIRELLES
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PROFESSORA MESTRE E LÍNGUA PORTUGUESA, LINGUISTA, PSICOPEDAGOGA, ESCRITORA DE LITERATURA INFANTIL E POETISA.

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