[ editar artigo]

A nuvem

A nuvem

 

Errante, navega

Inconstante

Como barco à vela.

 

O azul, a lhe corar a face

A ressaltar a placidez

De sua natureza leve.

 

Natureza desconhecida

És plena

És matéria indefinida.

 

Tua existência delicada

É fragilmente ferida

Ao unir-se, destrói

Fragmenta-se no ar

O pouco da essência construída.

 

Instante da eternidade

Contemplação pura

Repleta daquele amor

Que apenas é

E nada explica.

 

Sua tarefa é tênue

Não se gasta

Nem é dada à enganos

Se opõe em absoluto

À rudeza do destino humano.

 

Os exageros não lhe competem

Sua rotina é filosófica

Melancolicamente breve:

É morrer no próprio instante

Em que se concebe.

#Poesia #Concurso #Eternizarte


 

Ler conteúdo completo
Indicados para você