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A NOITE E O DIA - poema

A NOITE E O DIA - poema

Entre nuvens, oculta, pronta para lutar

Com armas, soldados, ira, canhões...

A noite está prestes a voltar.

 

Um sorriso macabro ecoa pelos ares.

Dragões alados sobrevoam os mares.

Velhos ogros, bestas infernais,

Batalhões de feras, tiros fatais...

 

Como chamas, encobrem todos os caminhos:

Montes, matas, troncos, caules, espinhos.

Marcas de aflição, sombras, seiva escorrendo...

Clama-se por socorro! O dia está morrendo!

 

Em câmera lenta, os cenários se apagam,

Flores murcham, folhas secam, vozes se calam.

Com cinzas espalhadas e de silêncio revestida.

A noite se arrasta vitoriosa, por horas, convencida.

 

Mas eis que raios de sol anunciam o milagre divino,

Que vem como um fio de fumaça ainda pequenino.

E começa a desenhar novas histórias, novas ilusões,

Revivendo os seres, purificando corações.

 

Deslizando pelo ar, levado suavemente pela brisa,

Multiplica-se e espalha a paz que ele avisa.

“Vermelho” de fogo, que outrora foi sofrimento,

Dá lugar à chama de outro forte sentimento:

 

O fogo da paixão, que aquece e nos guia;

Que alimenta; fonte de toda energia.

E numa fração de segundos, o mundo volta ao normal.

Nenhuma lembrança fica: nenhum sinal.

 

A rubra noite passada agora repousa esquecida

Aguardando amargurada e ressentida,

Uma nova oportunidade de reaparecer,

Mesmo sabendo que jamais vai vencer.

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