[ editar artigo]

A doce química do teu olhar volátil

A doce química do teu olhar volátil

 

Por algum tempo acreditei que bastaria

A doce química do teu instigante olhar,

Ao encontro do meu, para oxigenar

O amor e catalisar duradouro convívio.

 

Porém, a ocorrência de dias cáusticos

Começou a calcinar-nos, sem piedade,

E o amor, ora acreditado inoxidável,

Evaporou-se diante de palavras ácidas.

 

Assim, lentamente, iniciou-se a oxidação.

E mesmo com adição de antioxidantes,

O reagente não obteve qualquer valência,

E o produto foi aquoso, salgado e dorido.

 

Teu jeito ácido, diante do meu tipo básico,

Produziu, a princípio, momentos alcalinos.

Depois, um mar de água em forma de pranto

Não neutralizou a dor e ignorou a densidade

 

De reativos olhares tantas vezes destilados.

Por fim, reações imprevistas nos negaram

Água límpida e o temperoso sal da vida,

O que impediu solidificar promessas de amor.

EternizArte
Novais Neto
Novais Neto Seguir

Químico analista, poeta, trovador, cronista, membro da União Brasileira de Trovadores (UBT), imortal da Academia de Letras do Brasil (ALB), autor dos livros Flutuando na Areia, Ave Corrente e Meu Lugar é Aqui no Centenário de Santa Maria da Vitória.

Ler conteúdo completo
Indicados para você