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A CÉU ABERTO

A CÉU ABERTO

A CÉU ABERTO 

A podridão do mundo é mais imunda
Quando canal de esgoto da cidade...
Cloaca de mil latrinas, na verdade,
Lá a merda de todos sempre abunda.

Pois corre a nos levar, segunda a segunda,
As baixuras do corpo e a iniquidade 
Das mentes cuja insã perversidade
Fazem 'inda a miséria tão fecunda.

A céu aberto e à vista das pessoas,
Corrente d'águas negras e lodosas
Onde antes peixes, redes e canoas.

E depois das cascatas vergonhosas,
Desembocar em fétidas lagoas 
Restos de nossas vidas duvidosas.

Belo Horizonte - 02 07 2000


 

EternizArte
Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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